Resenha: Despertar em Poesias
Bia Silva
maio 25, 2020
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Esse foi o primeiro livro de poesia que li para um dos desafios de leitura que me propus a fazer neste ano. Foi o único livro que li da lista de poesias da @marialuiza.maia antes de desistir, pois é um tipo de texto que não costuma chamar muito a minha atenção e eu estava gastando tempo demais tentando buscar autores pra cada mês.
O tópico de janeiro era "Uma poeta do seu estado". Vou contar uma coisa: eu tenho uma amiga poeta que mora na mesma cidade que eu (a Fernanda Rodrigues do Algumas Observações) e li um livro de outra autora! 😲 Mas eu explico: comprei o livro da Fe, mas ainda não tivemos a oportunidade de nos encontrar desde então pra eu pegar meu exemplar, por isso ele está listado em outro desafio e não vejo a hora de ler. Inclusive, fique à vontade pra ler o livro dela [A Intermitência das Coisas] e me fazer inveja. E, sem conhecer muito desse mundo, fui buscar o que ler lá no Wattpad e encontrei esse livro da Adriana C. V.
A própria autora comenta que foi nesse seu primeiro livro de poesias que ela foi aprimorando sua escrita, e é possível perceber essa evolução nos poemas. São mais ou menos 50 poesias em que ela fala sobre o amor, amizade, morte, sentimentos de forma geral, experiências diversas, sobre seu processo de amadurecimento da escrita e sobre sua autoconfiança em relação à sua produção textual. E é legal acompanhar essa evolução da autora, me senti como se estivesse evoluindo com ela como leitora. Esse foi o despertar dela, de se entender como poeta e acreditar mais em si mesma.
O que vi nos poemas e que acho interessante é o fato de não ter rima ou métrica (talvez, não contei). E tenho me deparado com essas características nas poesias atuais com as quais tive contato. Eu gosto de ler poemas ritmados, rimados, mas pude perceber que isso não é o essencial para que uma poesia seja boa. E isso aconteceu com a minha leitura do Despertar em Poesias; eu percebi que o sentimento com que se escreve é tão ou mais importante na construção do texto.
Tá, eu sei... estava na caixinha quadrada achando que poesia era só rima, né?
Mas, relaxa, tô saindo. E trarei mais pareceres das minhas próximas leituras.
Bye!




